Estudo de Tempo de Liberação de Cargas

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Estudo de Tempo de Liberação de Cargas

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Neste artigo vamos analisar os resultados do Estudo de Tempo de Liberação de Cargas (Time Release Study). Confira!

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No primeiro semestre de 2020 foi apresentado um Estudo de Tempo de Liberação de Cargas, conduzido pela Receita Federal do Brasil. O Time Release Study buscou medir o tempo de despacho na importação no Brasil – indo fundo no estudo sobre os fluxos de importações.

O Estudo de Tempo de Liberação de Cargas foi conduzido pela RFB e contou com participação de órgãos públicos representativos no controle das operações de comércio exterior – como a Secex, a Anvisa e o Mapa.

Além disso, também colaboraram alguns representantes dos intervenientes privados do comércio exterior do Brasil – como o Instituto Procomex, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de São Paulo (SINDASP), a Associação dos Terminais Portuários (ABTP) e a Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra).

Neste artigo vamos analisar os resultados do Estudo de Tempo de Liberação de Cargas. Confira!

Estudo de Tempo de Liberação de Cargas
Imagem de Pexels por Pixabay

Como foi conduzido o estudo?

O Time Release Study foi o primeiro Estudo de Tempo de Liberação de Cargas e teve como objetivo identificar o tempo de despacho na importação no Brasil. Com base nisso, também foi possível avaliar a eficiência e eficácia dos fluxos comerciais internacionais – identificando gargalos e oportunidades de melhorias.

Para isso, o estudo considerou as importações dos meses de junho e julho de 2019 – incluindo 262.787 declarações de importação. Foram medidos os tempos que englobam o processo integral da importação: desde a chegada do veículo transportador até a entrega da carga ao importador. Além disso, foram analisados os três modais: 21 unidades do modal aéreo, 22 no marítimo e 2 no rodoviário.

Principais resultados do Estudo de Tempo de Liberação de Cargas

Com base no Estudo de Tempo de Liberação de Cargas, foi possível identificar o tempo para a liberação dos produtos – que ficou na média de 7,4 dias, sendo:

  • 5,8 dias no modal aéreo
  • 9,7 dias no modal marítimo
  • 2,3 dias no modal rodoviário

A partir desses dados, constatou-se que mais de 87% das mercadorias importadas são fisicamente liberadas em cerca de sete dias a partir de sua chegada ao país.

Além disso, no Time Release Study, foram apresentados outros insights relevantes sobre o tempo de liberação de cargas no Brasil:

Automação e integração dos fluxos logísticos

Um ponto de destaque do Estudo de Tempo de Liberação de Cargas são os três grandes fluxos que compõem a cadeia de suprimentos: o fluxo de materiais, o fluxo financeiro e o fluxo de informações.

Quando esses fluxos são desintegrados e dependentes de diferentes intervenientes e diversas etapas, os processos e as informações ficam fragmentadas. Com isso, ocorre um aumento considerável dos tempos, dos custos e riscos.

Logística

O Estudo de Tempo de Liberação de Cargas mostrou a importância de mapear cada etapa da cadeia logística e identificar possíveis gargalos a serem melhorados.

Entre as recomendações apresentadas está a atenção ao tempo transcorrido entre desembaraço e entrega, endereçando possíveis soluções – como o aperfeiçoamento do modelo de cobrança da armazenagem.

Emissão e pagamentos das taxas

As ações sob responsabilidade dos agentes privados, notadamente o importador (ou seu preposto – despachante aduaneiro), o transportador internacional e o depositário representam mais da metade do tempo total despendido em todos os fluxos analisados. Entregas de mercadorias após o desembaraço e entrega de documentos instrutivos à Receita tem potencial para reduzir em média mais de 40% dos tempos totais.

Além disso, é importante destacar que 65% do tempo médio total despendido nos processos de anuência da Anvisa não decorre de ações sob responsabilidade do órgão, mas principalmente para o pagamento e a compensação bancária das taxas.

Portanto, a burocracia imposta pelo governo não pode ser considerada a grande vilã pela demora na liberação de carga. Afinal, mais da metade do tempo gasto está na comunicação entre os entes privados e também na emissão e pagamentos das taxas.

Ou seja, a eficiência e agilidade na emissão e pagamento das taxas necessárias para a liberação de cargas é fundamental para acelerar todo o processo – aumentando o desempenho na importação.

Agora que você já sabe mais sobre o tempo de liberação de cargas, continue a visita em nosso blog e descubra como aumentar a eficiência logística com automação fiscal.

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